Um socorrista do Samu viveu um momento dramático em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, ao atender um chamado de atropelamento e descobrir, apenas durante o atendimento, que a vítima era seu sogro. Edson Fonseca, que chegou rapidamente ao local do acidente, não reconheceu Noel Crispin, de 74 anos, inicialmente, pois ele estava sem documentos e em estado gravíssimo.
O socorrista relatou que só se deu conta de quem era a vítima ao observar um detalhe na vestimenta: uma camisa de flanela que seu sogro costumava usar nos dias frios. Até aquele momento, Edson apenas havia notado que o carro de Noel estava estacionado na rua, o que era comum, já que ele visitava frequentemente a família.
A confirmação veio depois de ser abordado por um morador, que mencionou o desespero de sua cunhada. Nesse instante, ele associou as informações à impressão obtida pela roupa da vítima e percebeu tratar-se de seu sogro. Mesmo abalado, o socorrista continuou o atendimento para garantir o suporte médico até o hospital.
Apesar dos esforços, Noel Crispin não resistiu às graves lesões provocadas pelo atropelamento e faleceu horas depois, vítima de traumatismo craniano. Edson e Noel mantinham uma relação próxima, que era mais de pai e filho do que de genro e sogro.
Como aconteceu o acidente
Noel havia ido passar o dia com a família e, após o jantar, saiu de casa para guardar alimentos em seu carro. Ao atravessar a rua para retornar à residência, acabou atropelado por um ônibus. O caso gerou grande comoção entre familiares e colegas, principalmente pela difícil situação vivenciada por Edson no exercício de seu trabalho.