O Ministério da Agricultura confirmou a morte de 222 cavalos em São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Goiás e Minas Gerais, após relatos de ingestão de ração supostamente contaminada. Além dessas confirmações, há mais 195 notificações de casos similares em análise em diferentes regiões do país.
De acordo com nota oficial, os casos envolvem rações fabricadas pela Nutratta Nutrição Animal Ltda., sediada em Itumbiara (GO). O ministério informou que realizou duas fiscalizações na empresa, detectando irregularidades que levaram à suspensão da produção de todas as rações fabricadas pela Nutratta. A comercialização dos produtos também foi proibida enquanto prosseguem as investigações.
As denúncias começaram em 26 de maio e a pasta destaca que as investigações enfrentam dificuldades devido à falta de registros formais feitos via Ouvidoria, canal oficial para estas notificações. Outro desafio citado é que os sintomas de contaminação podem demorar a aparecer, mesmo após a interrupção do uso da ração, dificultando a precisão no número de óbitos. O quadro clínico observado inclui insuficiência hepática e agravamento repentino do estado dos animais.
A Nutratta emitiu notas se manifestando sobre o caso, informando que tem colaborado com órgãos de controle e ressaltando a inexistência de evidências de contaminação em produtos voltados à bovinocultura. Para as rações de equinos, a empresa afirmou ter cumprido todas as determinações e noticiou, em 19 de junho, o recolhimento dos lotes fabricados desde novembro de 2024. A empresa também expressou solidariedade aos criadores afetados.