Ataque em escola do RS deixa uma criança morta e duas feridas

Na manhã de terça-feira (8), um adolescente de 16 anos armado com uma faca, invadiu a Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Nascimento Giacomazzi, localizada em Estação, no interior do Rio Grande do Sul, e atacou os alunos, causando a morte de uma criança e ferindo outras duas. As crianças feridas foram duas meninas de 8 anos. Uma professora de 34 anos também ficou ferida ao tentar intervir na situação.

A criança que faleceu foi identificada como Vitor André Kungel Gambirazi, de 9 anos. Ele foi atingido por 11 golpes nas costas. O adolescente que cometeu o crime, foi contido e agredido pela população, até a chegada da polícia, que o apreendeu.

Após o incidente, a prefeitura de Estação determinou a suspensão das aulas em todas as escolas da rede municipal por tempo indeterminado. Para apoiar familiares e estudantes, um espaço de acolhimento foi criado na Casa da Cultura da cidade.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, manifestou solidariedade às vítimas pelas redes sociais e ressaltou a importância de apurar o caso com prioridade, afirmando que tragédias como essa não podem ser naturalizadas. O autor do ataque foi apreendido pelas autoridades.

O governo estadual anunciou medidas para reforçar as estratégias de proteção e cuidado nas escolas, em parceria com Secretarias de Educação e as prefeituras.

O ministro da Educação, Camilo Santana, lamentou o ocorrido e destacou que, após contato com o prefeito Geverson Zimmermann, determinou o envio de psicólogos do Núcleo de Resposta e Reconstrução de Comunidades Escolares, especializado em violência extrema, para prestar apoio à comunidade. Ele também afirmou que segue em articulação com o Ministério da Justiça para fortalecer a proteção nas escolas do país.

Em 2023, o Ministério da Justiça e a SaferNet Brasil criaram um canal exclusivo para recebimento de informações sobre ameaças e ataques contra escolas. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo site gov.br/mj ou pelo Disque 100, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos.

Segundo Larah Magalhães, coordenadora do Disque Direitos Humanos, existe um protocolo específico para relatos envolvendo instituições de ensino, incluindo o levantamento de informações detalhadas sobre ameaças presenciais ou virtuais, o que facilita a investigação e encaminhamento às autoridades competentes, como Polícia Civil, Conselho Tutelar e Polícia Militar.

No primeiro semestre deste ano, o Disque 100 recebeu 7 mil protocolos, totalizando 10 mil denúncias e 60 mil violações relacionadas a escolas em todo o país.

Com produção de Hélder Castro

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